Curso de Graduação em
Engenharia de Produção

Histórico

A Engenharia de Produção é originária da chamada Engenharia Industrial, cujos primeiros registros de seu desenvolvimento dataram do final do século XIX e meados do século XX, quando pioneiros como Frederick W. Taylor e o casal Frank e Lillian Gilbreth, Henry Gantt e Harrington Emerson, expoentes do que se denominou “Administração Científica” (do inglês, Scientific Management), desenvolveram estudos sobre o aumento da produtividade e métodos de redução de tempos e movimentos dos operários na fabricação de peças. Os métodos e técnicas desenvolvidos por esses autores, principalmente entre os anos de 1882 a 1912, tiveram grande impacto, inicialmente, nas práticas de gestão de empresas norte-americanas e, depois, ao redor do mundo.

Os métodos desenvolvidos pelo Engenheiro Frederick W. Taylor, considerado o pai da administração, tiveram ampla aplicação na indústria automobilística, tendo Henry Ford como introdutor no sistema de produção em massa através do conceito de linha de montagem seriada, que teve como resultado a redução dos custos de produção, a elevação das taxas de produtividade e consequentemente dos lucros. Desde então, a Engenharia de Produção teve seu foco progressivamente ampliado e aprofundado, devido ao aumento da complexidade dos problemas, ampliação dos mercados e ao próprio processo concorrencial.

Uma definição para a Engenharia de Produção, proposta pela Associação Americana de Engenharia Industrial (do inglês, American Industrial Engeneering Association), é a seguinte:

A Engenharia de Produção trata do projeto, aperfeiçoamento e implantação de sistemas integrados de pessoas, materiais, informações, equipamentos e energia, para a produção de bens e serviços, de maneira econômica, respeitando os princípios éticos e culturais. Tem como base os conhecimentos específicos e as habilidades associadas às ciências físicas, matemáticas e sociais, assim como aos princípios e métodos de análise da engenharia de projeto para especificar, predizer e avaliar os resultados obtidos por tais temas”.

O surgimento e a consolidação da Engenharia de Produção no Brasil estão intimamente ligados ao crescimento da indústria e da economia do país. Entretanto, o que marcou o seu desenvolvimento no país foi a instalação de empresas multinacionais que trouxeram no seu organograma funções tipicamente desempenhadas por Engenheiros Industriais, tais como, por exemplo, controle de tempos e métodos, planejamento e controle da produção, controle de qualidade, etc. Isto influenciou o mercado de trabalho que passou a demandar profissionais que ainda não eram formados pelas Faculdades e Escolas de Engenharia da época.

Este fato culminou na criação, em 1958, do primeiro curso de graduação em Engenharia de Produção do país, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP. Essa iniciativa foi seguida por várias instituições públicas de ensino e poucas de caráter privado que criaram cursos de graduação nessa área durante as décadas de setenta e oitenta. Esse quadro ficou estável até meados da década de noventa quando várias instituições de ensino, na sua grande maioria privadas, criaram cursos de graduação em Engenharia de Produção. Enquanto isso, as instituições com mais tradição em cursos de graduação criaram cursos de pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado.

Até 1977, os cursos de graduação em Engenharia de Produção tinham a possibilidade de formar Engenheiros de Produção ou Engenheiros com uma certa habilitação com ênfase em Produção. Entretanto, por meio da Resolução nº 10, de 16 de maio de 1977, o Conselho Federal de Educação – CFE determinou que a Produção seria uma habilitação das cinco grandes áreas da engenharia: mecânica, química, elétrica, metalúrgica e civil. Na década de noventa (1993), o Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar teve uma iniciativa inédita ao criar o curso de graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial, uma habilitação que não se encaixava diretamente nas grandes áreas da engenharia. A dificuldade de enquadrar o egresso como habilitação em uma grande área da engenharia somente demonstrou que a Resolução CFE n° 10/77 é limitadora na formação do Engenheiro de Produção.

Somente em julho de 2004, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA colocou em discussão, apreciação e votação um projeto de resolução, onde é reconhecida na categoria profissional da Engenharia o campo profissional da modalidade Produção cujos setores são: Sistemas de Produção e Engenharia de Produto, Qualidade, Engenharia Econômica, Ergonomia, Pesquisa Operacional, Estratégia Organizacional, Conhecimento Organizacional, Meio Ambiente e Engenharia Legal.

Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção – ABEPRO, até julho de 2011 existiam, no Brasil, 486 cursos de graduação em Engenharia de Produção. A maioria desses cursos é oferecida por instituições privadas de ensino e foi criado a menos de quinze anos.

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